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sábado, 19 de novembro de 2011

O livro…

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Imagem: Pinterest

Para mim o livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.

Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé fazia parede; deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado.

E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro.

De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar pras paredes). Primeiro, olhando desenhos; depois, dicifrando palavras.

Fui crescendo, e derrubei telhados com a cabeça.

Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas.

Só por causa de uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação.

Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia, e de barriga assim toda cheia, me levava pra morar no mundo inteiro: iglu, cabana,palácio, arranha-céu, era escolher e pronto, o livro me dava.

Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa troca tão gostosa que no meu jeito de ver as coisas – é a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, mas ele me dava.

Mas como a gante tem mania de sempre querer mais, eu cismei um dia de largar a troca: comecei a fabricar tijolo para, em algum lugar, uma criança juntar, com outros, e levantar a casa onde ela vai morar.

(Livro – Um encontro com Lygia Bojunga Nunes, Agir)

7 comentários:

  1. Que lindo texto Débora! Tomara os livros se tornem cada vez mais acessíveis para crianças e adultos alimentarem sonhos, imaginação...
    Beijo

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  2. Oi, Debora! me perdoe a demora em vir te ver, mas ando trabalhando demais e chego em casa super cansada. Até leio os emails, mas e pra responder, cade a força? risos. Me perdoe, tá?
    Foi um enorme prazer te receber no meu cantinho, ainda mais sendo amiga da Ro, que eu amo tanto.

    Ainda não estou acreditando que encontrei alguém com a mesma fobia que eu. A vida inteira cresci com todo mundo achando que era frescura minha, riam de mim e alguns nem acreditavam. Acham impossível eu ter medo de algo que nem se mexe. Quero muito trocar idéias sobre isso com voce, pois sempre achei que eu era a única no planeta com isso. Que bom que nos encontramos. Meu email é:
    lizete.ferraz@yahoo.com.br
    Passe no meu blog e me deixe o seu e vamos falar sobre isso, acho que não é por acaso que nos cruzamos.

    O seu blog é lindo, delicado, suave. Amo as imagens da Pinterest, que conheci através da Ro. Fotografia para mim é uma das mais belas artes.
    Espero que continuemos a nos ver e falar, será um prazer.
    Um beijo com carinho e um lindo dia!

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  3. Bom dia Débora! aqui está um lindo dia de sol, céu azul demais!
    Esse texto é muito interessante, bem diferente do que estou acostumada a ler sobre livros.
    Não conheço a autora, vou dar uma pesquisada para conhecer melhor.
    Espero que tenha um dia bem gostoso com sua familia.
    Beijo querida, até...

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  4. Lindo ,DÉbora e tuas escolhas sempre assim!!!beijos,chica

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  5. O fragmento é lindo; muito gostoso para ler! Seu blog é ótimo: adorei!

    E os livros (?). Ah!, os livros...

    Adorei! Abração,

    Rodrigo Davel

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  6. Que delícia de texto! amo seu blog porque me identifico com ele! um beijo no coração!

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  7. Muito lindo, escolha excelente, tenha uma semana abençoada, bjo

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Obrigada por seu precioso comentário, vou amar ler. Volte sempre que quiser!!

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