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terça-feira, 9 de agosto de 2011

O rio de nossa vida

Vocês já perceberam a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?

As pedras da nascente são toscas e pontiagudas, cheias de arestas. A proporção que elas vão sendo carregadas pelo curso do rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. As arestas vão sumindo. Elas ficam mais orgânicas, menos toscas, mais suaves, lisas, e o melhor, vão ficando cada vez mais parecidas com as outras, sem necessariamente serem iguais. Quanto mais longo o curso do rio , mais evidente é o fenômeno.

Se formos fazer uma analogia com as nossas vidas acontece o mesmo. Se nos permitimos estar em contato com as pessoas, sendo conduzidos pelo rio da VIDA, vamos, no atrito positivo, ou até mesmo negativo, com o próximo, eliminando arestas, desbastando diferenças, parecendo-se e harmonizando-se mais uns com os outros, sem necessariamente perdermos nossa identidade.

Alguns desses contatos e atritos nos deixam marcas, tiram lascas de nós. Mas mostre um coração sem marcas e lhe mostro um coração que não amou, que não viveu. Um coração que não chorou, nem sentiu dor. Um coração sem sentimentos, e sentimentos são o tempero de nossa existência. Sem eles, a vida seria monótona, árida. O fato é que não existem sentimentos, bons e ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.

Passar pela vida sem se permitir o contato próximo com o outro é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência como uma pessoa tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para tráz, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado. Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte. reverses momentâneos. Servem para o crescimento. A isso chamamos experiência.

Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos. Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores…Quando finalmente aceitamos que sosmos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente a grandeza de DEUS, é que finalmente nos tornamos grande em valor. Já viram o tamanho do diamente?? Sabes quanto se tira de excessos para chegar ao seu âmago? É lá que está o verdadeiro valor…E Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido, constituido de muitos elementos, mas essencialmente de amor. Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar, mas temos que aprender como. Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins. Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado, fazem parte da construção e do aprendizado do amor. Não compreendia que se aprende a amar sentindo-os e superando-os. Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimentos. E envolvimentos gera atrito.

ATRITE-SE! Não existe outra forma de descobrir o amor. E sem ele a vida não teria significado, se acha que não eis as palavras do Apóstolo Paulo: “Ainda que eu falasse as linguas dos homens e dos anjos , e não tivese amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da professia , e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda qeu tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para o sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser quimado, e não tivesse amor, nada disso aproveitaria.”

Atrite-se, desbaste-se, descobra-se…AME!

Imagens Pinterest

5 comentários:

  1. Descobrir que a vida não é feita somente das coisas boas, o lado ruim também faz parte, mas como as pedras do rio podemos ir aparando nossas arestas e encontrando cada vez beleza no viver. Lindo post, lindas imagens. Beijo

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  2. Tanto as águas, quanto a vida, fluem por onde encontram menos obstáculos.

    http://blogdtina.blogspot.com/

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  3. Saber, como o rio, nas nossas vidas contornar pedras...Lindo!beijs,chica

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  4. OI QUERIDA!
    MAIS UMA VEZ ME EMOCIONO E FICO A CONTEMPLAR ESTAS PALAVRAS POR AQUI. BELO TEXTO!
    ESPERO QUE O FLUXO DE NOSSO RIOS SEJA SEMPRE SERENO, COM OBSTÁCULOS SIM, POIS ISSO NOS FAZ CRESCER, MAS TAMBÉM LÍMPIDO E CLARO!
    BEIJINHO

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  5. Oi Débora
    o rio da vida! gostei vou ficar atenta as minhas arestas.
    abraço

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Obrigada por seu precioso comentário, vou amar ler. Volte sempre que quiser!!

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